
Hoje, na semifinal da Copa Brasil, no jogo Fluminense x Vasco, no Maracanã, o repórter fotográfico André Durão completa 5 mil jogos fotografados. Uma trajetória que iniciou no final de 1983, e, desde então, é cercada de profissionalismo que o levou a 4 Copas do Mundo, a várias Copas Libertadores e outros campeonatos. Uma caminhada marcada por passagens em alguns dos principais veículos, como o Jornal do Brasil, O Globo e, atualmente, no Globoesporte.com. Não por acaso é um dos mais prestigiados fotojornalista da imprensa carioca e do país. É ele mesmo quem conta essa história.
Quando começou sua carreira?
No final de 1983 no Jornal do Brasil, e depois o Globo. Atualmente fotografo para o globoesporte.com.
Onde foi a cobertura da primeira partida?
No Maracanã, na final Vasco x América, no Rio. Foi 0x0, e não publiquei nada no jornal do dia seguinte. Ao entrar no gramado, fui tomado por uma emoção e um pouquinho de nervosismo. Fiquei olhando aquelas mais de 100 mil pessoas nas arquibancadas e na geral. Uma coisa mágica.
Esteve em quantas Copas do Mundo?
Quatro, além de várias Libertadores e tantos outros campeonatos que perdi a conta. Mas nada se compara ao Campeonato Brasileiro e seus longos meses de duração. Eu gosto mesmo da fase mata-mata da Libertadores.
Onde foi sua estreia na cobertura internacional?
Em um Pré-Olímpico na Bolívia, em 1987. Foi muito marcante. Trinta e cinco dias em diversas cidades bolivianas.
Qual a diferença do 1º para os 5 mil jogos?
Muitas. Antes os fotógrafos trabalhavam para algum veículo jornalístico. Então, a pegada era fotojornalística. Agora é o contrário. Eu e poucos repórteres fotográficos estão ali para fazer jornalismo. A maioria está ali trabalhando para um determinado jogador ou patrocinador.
E em termos de organização de classe?
Éramos mais organizados, e sabíamos qual era nosso propósito no campo: fazer Jornalismo. O respeito por um fotógrafo mais experiente era muito claro. Eu tinha admiração e respeitos por vários colegas, e muitos foram importantes na minha vida. O Alberto Ferreira, que me deu a primeira oportunidade aos 17 anos, o Ari Gomes, o Philot e Sebastião Marinho. Eu sempre falo para os amigos: o Maracanã tem seu rei, o Zico. E o príncipe do Maracanã era o Ari Gomes.
Qual a frase que melhor simplifica o jornalismo?
É libertador.










