Janeiro de 2002 - Ano I - Número 1
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Perfil: Um mestre da televisão
As múltiplas faces da CSN
III Prêmio Imprensa Embratel:denúncia social vence
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  As múltiplas faces da CSN  
 

Têm projetos que se bem sucedidos tornam-se exemplos de bom gosto e criatividade e até acabam ditando regras de comportamento. E o que é melhor: abre um mercado sazonal. O “Janelas Abertas”, da CSN, é um desses. Concepção da assessoria de Comunicação Social da Companhia Siderúrgica Nacional, o livro foi idealizado inicialmente para comemorar os 60 anos da empresa. Mas o resultado final ficou tão atraente que se transformou em brinde de final de ano para investidores e clientes da CSN, além de exposição no Museu da República. Em dezembro foi vista por mais de 500 alunos de escolas públicas, nas visitas agendadas pelo projeto Rio nas Escolas. Após o término da mostra, em 2 de fevereiro, a exposição será itinerante, passando por Volta Redonda, sede da empresa, e por outras cidades onde a CSN atua.
Mariza Louven, chefe da assessoria de imprensa da CSN, diz que a idéia era dar uma visão geral da empresa, cobrindo fotograficamente todas as suas unidades através do olhar de fotojornalistas. “Não queríamos mais uma publicação institucional cheia de texto e/ou de fotos com enfoque publicitário. Achamos que seria interessante mostrar a empresa por uma linguagem jornalística, com muita gente e movimento”, explica Mariza. O projeto do livro vinha sendo construído há cerca de três anos. Para trazê-lo à realidade, 21 fotojornalistas foram convidados a participar. Mas ganhando pelo trabalho. Além do mais, filmes, revelação, ampliação, transporte , hospedagem, alimentação, enfim, todas as despesas ficaram por conta da empresa durante os dois dias que cada um teve para fotografar. Para a escolha, foram contactados os editores dos principais jornais das localidades onde a CSN está para que indicassem os profissionais.
Os participantes tiveram liberdade de enfoque e estilo dentro do tema ou local destinados, durante os quase dois meses de trabalho fotográfico. A sede, em Volta Redonda, por exemplo, foi dividida em oito partes. A assessora conta que a usina de Volta Redonda é enorme. ”As áreas de alto-forno, aciaria e laminação a quente têm equipamentos e atividades que produzem aço líquido ou em barra, em estado incandescente, que, invariavelmente, rendem boas fotos. Mas existiam outras atividades da siderúrgica que queríamos que fossem mostradas, com o devido cuidado para que não se repetissem as cenas”.
O resultado foi sucesso absoluto entre a direção da CSN e os acionistas. Tanto que abriram não só as janelas da empresa, mas também as portas para a exposição, mais uma oportunidade para que se mostre a empresa como ela é hoje: um enorme complexo com minas, ferrovias, porto, fábricas prestadoras de serviços e atuação no exterior, sempre destacando os empregados e sem esquecer o seu passado. Por isso, tanto o livro quanto a exposição têm fotos históricas, desde sua fundação em 1941 pelo presidente Getúlio Vargas.
O projeto teve a coordenação geral da assessoria da CSN. A parte editorial do livro foi entregue a Vânia Mezzonato, da Via Texto, a edição de fotos ficou a cargo de Rogério Reis, o texto, com Cristina Chacel e o projeto gráfico e programação visual, com Mariza Good.

 
 
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