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As agressões cometidas por seguranças contra os repórteres fotográficos que participaram da cobertura do chamado Jogo das Estrelas, neste domingo, no Maracanã, encheram de indignação e revolta as milhares de pessoas que presenciaram cenas inimagináveis de covardia e truculência. O Sindicato coloca o seu departamento jurídico à disposição das vítimas para impetrar ação na Justiça contra os agressores e os responsáveis pelo evento. A empresa SMG, em nome da organização, desculpou-se pelo escândalo.
Minutos antes do jogo, os times perfilaram para as fotos, e em seguida Zico saiu com Romário para uma tomada especial, em direção aos repórteres fotográficos. Como a desorganização era grande, houve tumulto e os seguranças investiram contra os profissionais e não deixaram que alguns deles finalizassem o trabalho.
Segundo os jornalistas, os seguranças obedeceram às ordens de um dos organizadores do jogo, Arthur Antunes Coimbra Júnior, o Coimbra Júnior, filho de Zico. Depois de tentar humilhar e ameaçar os repórteres fotográficos, ele ordenou que os seguranças retirassem do gramado um dos fotógrafos, justamente o que trabalhava para o patrocinador do evento, aumentando a confusão e permitindo que os seguranças investissem furiosamente contra os jornalistas.
Quem participou da cobertura garante que os organizadores perderam o controle sobre o evento devido à participação de um número exagerado de pessoas que trabalharam sem identificação. Sem crachás, era impossível distinguir quem estava verdadeiramente a serviço, no gramado, e os que somente tinham interesse na confusão e no oba-oba da festa.
Por esse motivo, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos (Arfoc-Rio) repudiam com veemência as agressões covardes cometidas pelos seguranças, verdadeiros brutamontes, que não têm preparo nem estrutura emocional para interagir com seres humanos.
Como não se pode esperar uma resposta convincente do organizador do jogo, Coimbra Júnior, o Sindicato e a Arfoc exigem que autoridades públicas se pronunciem e se comprometam a identificar e punir com o máximo rigor os responsáveis por atos tão insanos, cometidos diante de uma multidão de mais de 70 mil espectadores, obrigados a presenciar cenas gratuitas de violência e barbárie.
É inadmissível que no Rio de Janeiro, cidade-sede das Olimpíadas de 2016, e especialmente no Maracanã, onde deverá ser realizado o jogo final da Copa do Mundo de 2014, ainda haja espaço para abrigar tamanha selvageria vinda de quem está no local para conter esse tipo de espetáculo bisonho. As autoridades em todos os níveis – federal, estadual e municipal – têm obrigação também de explicar e se desculparem por tantas impropriedades cometidas em tão curto período de tempo.
Nota Oficial da SMG
A organização do Jogo das Estrelas, através de Coimbra Júnior, em nota oficial, desculpou-se pelo “incidente” e ressaltou que a empresa de segurança contratada foi notificada e a intenção foi “repreender eventuais excessos e recriminamos”. A nota esclarece que os seguranças foram contratados “para ajudar na liberação do campo para o início do jogo e do segundo tempo, além de conter possíveis invasões. Um dos principais objetivos era tentar facilitar o trabalho da imprensa. Por isso, nos desculpamos pelo incidente”.
A empresa diz ainda que em seis anos de Jogo das Estrelas “esta foi a primeira vez que acontece um incidente como esse e a cada edição procuramos melhorar, principalmente no que diz respeito ao atendimento à imprensa. Liberamos a entrada de mais de 150 profissionais no campo, buscando dar liberdade para que, não apenas os fotógrafos e cinegrafistas tivessem acesso aos craques e artistas, mas também os repórteres de jornais, sites e revistas pudessem trabalhar livremente. Na tentativa de atender a todos os interesses, contamos também com o bom senso de todos”.
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