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Leica pode sumir do mercado

publicada em 31 de maio de 2005


As Leicas produziram algumas das imagens mais famosas do século 20 e foram usadas pelos mais famosos fotógrafos do mundo, como Henri Cartier-Bresson, Robert Capa e Nick Ut, da AP. É impossível esquecer cenas como da menina vietnamita correndo nua pela estrada, soldados desembarcando na Normandia e a execução à queima-roupa de um prisioneiro vietcongue. Pois é, as câmeras cuja fama percorreu o mundo estão prestes a sumir do mercado. Com a queda nas vendas, sua fabricante acumulou prejuízos de 15,5 milhões de euros em 2004.
Analistas creditam grande parte do problema ao fato da Leica não ter entrado no mercado digital. Segundo eles, as vendas das câmeras, que chegam a custar 10 mil euros, também sofreram com a alta do euro e com as economias em baixa em Alemanha e França. A saída pode estar em um plano de recapitalização que será proposto pela empresa aos acionistas. No entanto, se o plano falhar, a Leica não terá alternativa senão suspender suas atividades, como afirmou o porta-voz da Leica Camera AG, Gero Furchheim.
Fundada por Ernst Leitz na cidade alemã de Wetzlar, em 1849, a Leica se especializou inicialmente em microscópios e equipamentos óticos. Em 1925 produziu sua primeira câmera de 35 milímetros, que revolucionou o mercado predominantemente de máquinas de grande formato e tripés.
Pequena, leve e ágil, a Leica captou o realismo da guerra moderna e continou sendo a câmera favorita de Bresson e Capa, dois dos co-fundadores da agência de fotografia mais famosa do mundo, a Magnum.




 

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