Severino Silva

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SEVERINO SILVA UM HUMANISTA  

Severino Silva nasceu no dia 20 de agosto de 1958 em Pirpirituba, interior da Paraíba, casado com uma carioca que é mãe de seus três filhos.. Aos 10 anos vem para o Rio de Janeiro com a mãe, avó e uma irmã. Era uma criança que gostava muito de desenhar, mas  sua paixão pela fotografia começa quando ganhou de presente uma velha Kodak126 ,mas ficava muito angustiado,  o laboratório só entregava as fotografias depois de três dias, para ele quase uma eternidade. Aos dezesseis anos  consegue um trabalho no jornal O Globo como contínuo e vai depois para a Fotomecânica, mas seu sonho era ser fotógrafo. Passa  então a frequentar vários cursos de fotografia, entre eles o do Liceu de Artes e Ofícios e os cursos do Senac. Começa a trabalhar como fotógrafo freelancer em jornais de bairro de O Globo. Depois foi  para O Fluminense, Povo do Rio, A Notícia e O Dia, onde esta até hoje.Severo para os mais chegados é acima de tudo um humanista que no seu ofício não se limita a exaltar as belezas de nossa cidade, mas mergulha no dia a dia dos despossuídos com suas dificuldades, seus desafios, suas mazelas  e através de sua câmera faz um registro sem filtragem, nem photoshop  do cotidiano da violência que atormenta a todos nós.

Em setembro de 1992, no jornal o Povo do Rio, ao apurar uma denúncia que no Parque Fluminense, em Duque de Caxias, tinham “despachado” uma cabeça humana em um campo de futebol, Severino talvez tenha realizado a foto mais polêmica de sua  trajetória e que provocou acalorados debates sobre o papel da imprensa na banalização da violência urbana,  Severino acompanhou o trabalho dos peritos e comprovou que era verdade. No campo de futebol do time Rodo, a cabeça de um homem depois de decepada foi colocada entre duas velas e crianças jogavam futebol, se divertiam como se nada tivesse acontecido. Essa fotografia ganhou destaque internacional, correu o mundo, foi republicada pela revista francesa Photo e foi destaque em um debate no Sindicato dos Jornalistas quando do “Projeto Quartas Visuais” em que Severino e Léo Corrêa projetaram seus trabalhos tendo como foco a Violência Urbana.

Detentor de diversas premiações nacionais e internacionais como o “Prêmio Tim Lopes” 2014 e o “Prêmio Nikon” 1992 já expôs seu trabalho tanto no Brasil quanto na Dinamarca e na Alemanha.   Severino Silva foi apontado pelo jornal The Guardian como um dos melhores fotojornalistas brasileiros da atualidade.

 

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